5 Soluções que um Espaço Maker traz para suas aulas

5 Soluções que um Espaço Maker traz para suas aulas

Você já ouviu falar em Espaço Maker? Sabia que ele pode ajudar e muito?

Vamos entender as soluções de um Espaço Maker para suas aulas?

Espaço Maker está relacionado com a curiosidade do saber e explorar, e isso temos de sobra nos alunos de ensino fundamental, médio e deveria perdurar até a idade adulta. Desconstruir e explorar velhos brinquedos para criar e entender melhor seu funcionamento já foi uma prática mais comum entre essas pessoas. No entanto, em meio ao século da tecnologia vemos a proposta do “aprender com a mão na massa” voltar aos tópicos mais comentados na educação.

Do inglês Maker que significa criador; construtor; autor, esse movimento tem ganhado popularidade desde 2009 e é fortalecido no meio educacional por uma característica distinta, segundo Martinez & Stager (2013) por meio da cultura maker se aprende pela construção do conhecimento através do ato de fazer algo que é compartilhável. Construir para aprender e tornar compartilhável são pilares desse movimento que podem trazer diversas soluções para as aulas teóricas.

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Vamos conferir as 5 principais soluções de se utilizar Espaços Makers em suas aulas:

Espaço Maker
  1. Trazer vida para as ideias e teorias

Não é raro lembrar de algum conceito de difícil compreensão para a classe, normalmente conteúdos que tem como premissa a visualização mental do mecanismo, processo ou conceito deixam vários alunos confusos dificultando o processo de aprendizagem. Nesses casos você já deve ter tentado construir máquinas malucas ou aulas práticas que pudessem suprir essa necessidade, mas faltaram os equipamentos e o espaço físico para alcançar seu objetivo.

Ter o espaço maker torna possível a criação de uma vivência na qual os alunos experimentam os conceitos teóricos na prática, por exemplo, aqui na Escola de Inventor fica bem mais fácil entender o plano cartesiano enquanto o aluno utiliza a máquina de corte a laser durante um projeto de artes. Com essa mesma máquina o aluno visualiza a luz como onda compreendendo os ângulos e a sua reflexão através dos espelhos da máquina e, ao mesmo tempo entende a luz como partícula ao conseguir cortar os materiais sob o foco do laser.

  1. Engajamento nas aulas

É fato que a tecnologia tem ficado bem mais atraente do que a imagem do professor na frente da sala. Embora se instituam regras quanto ao uso de smartphones nas escolas, as salas ficam cada vez menos atrativas para a “geração android”. O aluno tem se tornado cada vez mais interativo e a demanda é de vivências “touchscreen” em que eles possam criar, manipular e ver seus resultados.

O engajamento pode ser solucionado no uso do espaço maker. “Nossos anos de experiência mostram que a interatividade com a tecnologia e a autonomia de criação é o sucesso da compreensão dos conteúdos teóricos das nossas aulas” diz o coordenador e professor João Guilherme Camargo da Escola de Inventor. Com as ferramentas tecnológicas nas mãos e um objetivo bem estabelecido esse aluno se apegará ao conteúdo, participando agora ativamente no processo de aprendizagem envolvido na teoria durante a criação e resolução de problemas legítimos.

  1. Impacto pessoal na vida do aluno

Quando se pensa na formação educacional nas escolas não se desvencilha o futuro profissional dos alunos. No entanto, o mercado hoje já mostra que a tendência é de que habilidades operacionais e padronizadas serão cada vez mais substituídas por softwares, computadores e robôs. No entanto, isso valoriza ainda mais as chamadas soft skills, são estas a habilidade de comunicação, pensamento crítico, liderança, trabalho em equipe entre outras. Competências assim são desenvolvidas apenas através de vivências compartilhadas. Como citado acima, o compartilhar é um dos pilares do sucesso do espaço maker.

Com o uso desses locais e na proposta de desenvolvimento de projetos a classe trabalha e aprimora as habilidades em equipe, pois os projetos e as ferramentas tecnológicas vão sempre demandar a clareza de comunicação, papel de liderança e pensamento crítico entre os membros. Ao final, os grupos compartilham seus resultados com a comunidade escolar aperfeiçoando sua comunicação e participação na sociedade.

  1. Interdisciplinaridade

Ainda falando das soft skills, os alunos precisam aprender muito mais que os conteúdos compartimentalizados. É essencial que eles sejam capazes de combinar e relacionar conhecimentos de diversas áreas. Contudo, o ensino tradicional dificulta esse processo, uma vez que separa cada um em suas próprias caixinhas. Para que se consiga o contrário os alunos precisam se deparar com desafios que exijam conhecimentos técnicos das diferentes áreas, exigindo interdisciplinaridade.

Proporcionar as condições necessárias para esse tipo de processo de aprendizagem é uma das soluções mais incríveis de um espaço maker. As equações se encontrarão com a geometria na construção de estruturas, enquanto a arte e a criatividade dão vida ao resultado que será fisicamente resistente, ao final, compartilhar as soluções e projetos com a sociedade trabalharão seu papel como cidadão entendendo a ética e a moral envolvida em suas atitudes.

  1. Autonomia

Uma das preocupações durante as aulas é que os alunos ganhem autonomia e consigam criar a partir daquele conteúdo sendo estudado. O desafio é proporcionar o ambiente e as condições para desenvolver as incríveis ideias que os alunos possam ter. Em busca desse tipo de vivência muitos professores já se frustraram na falta dos materiais corretos e ferramentas para dar vida as ideias que os alunos trouxeram em sala.

Reunir o necessário em um só lugar é uma solução que um espaço maker traz para as aulas. É muito mais simples tirar do papel as ideias quando se tem à disposição o material e os meios de produção tecnológicos. Um ambiente de criação tem pré-requisitos que são encontrados nesses locais, por essa razão tantos FabLabs ficaram famosos e têm sido berço de novas tecnologias, softwares e protótipos ao redor do mundo.

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