Espaço Maker: Como trabalhar as 10 Competências da BNCC

Espaço Maker: Como trabalhar as 10 Competências da BNCC

A forma de trabalhar as competências da BNCC ainda pode ser algo confuso para alguns, no entanto o Espaço Maker pode ser sua solução.

A BNCC é a Base Nacional Comum Curricular e como descrito no site oficial ela “deverá nortear a formulação dos currículos dos sistemas e das redes escolares de todo o Brasil, indicando as competências e habilidades que se espera que todos os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade.”

Algumas competências não estão claras quanto à forma como devem ser trabalhadas, por isso trouxemos 10 dicas de como trabalhar essas competências no Espaço Maker:

  1. Conhecimento

“Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. “

               Ao trabalhar os projetos no Espaço Maker utilizando a metodologia do Design Thinking (Não conhece? Confira aqui o que é!) os alunos terão contato e valorizarão os conhecimentos históricos ao passar pela fase de Empatia. Trabalhe os objetivos dos projetos e os grupos podem explorar o mundo físico, social, cultural e o digital. Ao atingirem a etapa de Testes incentive-os a ter contato com pessoas diretamente relacionadas ao tema proposto e eles irão aprender sobre como “colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva”. Por fim, traga sempre com a classe problemas reais da sociedade e da comunidade escolar e ao seu redor, garantindo que a última parte dessa competência seja trabalhada em seu todo.

  1. Pensamento científico, crítico e criativo

“Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.”

Abra o espaço para rodas de discussão dentro de um tema levantando pontos que inquietam os grupos acerca do assunto, assim os membros podem criar e testar hipóteses em seus projetos. Concluindo, os alunos poderão criar soluções tecnológicas ou não com base nos conhecimentos das diferentes áreas enquanto trabalham: imaginação, análise, criatividade, investigação e reflexão.

Espaço Maker
  1. Repertório Cultural

“Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.”

Embora o Espaço Maker pareça, quase sempre, atrelado a tecnologias e ferramentas este é também um ambiente de expressão artístico-cultural. Os alunos podem utilizar o espaço para recriar essas expressões de outras nacionalidades ou etnias. Além disso, é sempre importante ressaltar o papel do Espaço Maker de conectar a escola ao mundo real. Para isso traga pessoas da alçada artístico-cultural para entrevistas, oficinas e trocas de experiências nesse espaço. Organize exposições ou traga uma para seu Espaço Maker e valorize as manifestações artísticas e culturais.

  1. Comunicação

“Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.”

O Espaço Maker é um ambiente para trabalhar essas linguagens através de projetos que vão demandar ferramentas tecnológicas ou não. Ao utilizar esses equipamentos na criação de um protótipo eles estarão trabalhando a linguagem matemática: ao calcular e discutir os dados com a equipe, artística: ao elaborar o design e pensar no seu impacto cultural, e científica: ao elaborar e testar nos grupos suas hipóteses, anotando seus resultados, discutindo suas descobertas e divulgando-as para diferentes públicos.

  1. Cultura digital

“Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.”

Impulsionar a cultura digital nos alunos é um dos objetivos do Espaço Maker, com a tecnologia acessível aos alunos, estes poderão trazer vida aos projetos via programação, aplicativos e micro controladores. Use as inquietações deles e suas motivações como combustível para utilizar a tecnologia na resolução de problemas da comunidade escolar, familiar ou de outros contextos.

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  1. Trabalho e Projeto de Vida

“Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.”

Crie conexão entre o Espaço Maker e a sociedade, assim os alunos experimentarão das diversidades de saberes e vivências culturais. Trabalhe projetos que possam envolver pessoas de cargos políticos, sociais, científicos e artísticos trazendo-os para a sala. Esse contato cria empatia e consequentemente a apropriação de conhecimentos e experiências que vão auxiliar os alunos na compreensão do mundo do trabalho com a cidadania. Para garantir desenvolvimento de autonomia, liberdade, consciência crítica e responsabilidade, permita que os alunos sejam ativos na criação dessas pontes com a sociedade.

  1. Argumentação

“Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.”

Inove em suas aulas no Espaço Maker fazendo com que os grupos apresentem um Pitch de seus projetos. O que é isso? Basicamente os grupos tem cerca de 5-8 minutos para apresentar sua ideia, dados e convencer outras pessoas de que é uma boa ideia. A apresentação ocorre ininterrupta e posteriormente o grupo será questionado pelo público que está assistindo. Conforme a sala for ficando habituada ao Pitch traga especialistas de uma área, universitários ou professores de outras matérias.

  1. Autoconhecimento e autocuidado

“Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.”

Garanta que os projetos estejam sempre acompanhado de reuniões, exponha a sala a importância de compartilhar os sentimentos e ter clareza de comunicação com os membros da equipe. Assim cada aluno passará a se conhecer melhor física e emocionalmente, porque durante a dinâmica de desenvolvimento dos projetos eles se depararão com o cansaço, frustrações e desafios. Além disso, ajude-os a estabelecer momentos de autocrítica nos grupos a fim de lidarem com essa situação entendendo suas limitações e potenciais.

  1. Empatia e cooperação

“Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.”

Não recue na escolha pela execução de projetos em equipes. Trabalhe qualquer investigação em grupos e os alunos serão desafiados quanto a essa competência. Para entender melhor como aprimorar o trabalho em equipes em sua sala de aula confira nosso texto sobre o assunto (clique aqui).

  1. Responsabilidade e cidadania

“Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.”

Essa competência pode ser trabalhada como a anterior, mantenha as equipes nos trabalhos e proporcione ferramentas para que eles possam trabalhar a resolução de conflitos, cooperação e respeito. Conheça o modelo SCRUM (clique aqui), ele poderá auxiliar suas equipes que tem dificuldade de comunicação durante os projetos.

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