Programação: a linguagem para o futuro

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John Romero e seu filho Donovan trabalham na programação de um videogame em Ben Lomond, Califórnia. Programação é parte essencial da educação para preparar as crianças de hoje para o mercado do trabalho no século XXI, dizem educadores. JAMES TENSUAN FOR THE WALL STREET JOURNAL

Ensinar programação a crianças é hoje uma chave para o futuro

Matéria publicada originalmente no Wall Street Journal.

Cruzando os Estados Unidos em uma van, vendendo comida mexicana, seu objetivo é lutar contra animais mutantes fruto de uma guerra nuclear e transformá-los em recheios deliciosos para os tacos que são vendidos dentro de cidades fortificadas. A missão é chegar até a cidade canadense de Winnipeg.

Este é universo do jogo “Gunman Taco Truck”, criado por Donovan Romero-Brathwaite, de 10 anos. “É apenas um jogo que uma criança inventaria”, diz Brenda Romero, desenvolvedora de videogames há mais de 30 anos e mãe de Donovan.

E, mesmo assim, o GTT já foi licenciado por um editor de videogames para Mac, PC, iOS e Android e também deve chegar aos jogos de consoles. É um ótimo resultado para algo que nasceu em aulas de programação dadas por John, pai de Donovan e um importante desenvolvedor de videogames.

A condição de Donovan, com pai e mãe programadores, é rara. Na verdade, em números recordes, as crianças estão aprendendo uma habilidade que seus pais não possuíam: programação.

E segundo os responsáveis por ensiná-los, a programação é apenas o começo. O que essas crianças estão aprendendo agora — o que elas devem aprender, caso esperem conseguir um emprego no século 21 — é algo que os educadores chamam de “alfabetização procedural”.

“Quando você aprende a programar, você começa a pensar sobre os processos no mundo”, diz Mitchell Resnick, professor do Instituto de Tecnologia de Massachussetts, o MIT, que lidera os esforços para desenvolver uma linguagem de programação acessível às crianças chamada Scratch.

A Scratch já tem 6,2 milhões de usuários registrados e é acessível para crianças a partir de cinco anos.

A programação não é apenas adequada para treinar crianças a resolver problemas, mas também a como se expressar, diz Resnick.

“O que é fascinante com relação à ciência da computação é que ela exige habilidades analíticas, solução de problemas e criatividade, enquanto também é fundamental e vocacional”, diz Hadi Partovi, um dos fundadores do Code.org, uma organização sem fins lucrativos que promove a educação para programação de computadores.

Nem toda criança que aprende a escrever se torna um novelista, nem todo mundo que aprende álgebra se torna um matemático, mesmo assim nós tratamos os dois como habilidades fundamentais que toda criança deve aprender. A programação é a mesma coisa, dizem educadores como Partovi e Resnick, que estão pressionando para disponibilizá-la para todas as crianças americanas.

A Agência de Estatísticas do Trabalho estima que haverá um milhão de vagas não preenchidas para programadores nos Estados Unidos até 2020. E isso pode estar subestimado, diz Partovi. Ele diz que quanto mais software e hardware são criados pelo homem, mais trabalhos do setor de software são necessários, à medida que novas plataformas como smartphones e drones ampliam seus próprios ecossistemas de software.

E eu vou ainda mais fundo: entender que no futuro nenhuma profissão ficará intocada pelas máquinas significa admitir que a programação é parte das ciências humanas e, portanto, uma habilidade básica que toda criança deve ter.

Afinal, a definição original de “ciências humanas” significava o corpo de conhecimento exigido para participar da vida cívica, incluindo o que era então conhecido como astronomia e matemática.

Educadores que estão fazendo treinamento profissional para aprender a incorporar a programação em suas aulas não incluem apenas professores de matemática e tecnologia, mas também professores de línguas, diz Partovi. A programação é, de certo modo, apenas outra forma de escrever, embora uma destina-se a criar histórias que são interativas e dinâmicas, diz Resnick.

As escolas públicas continuam lentas nessa adaptação. A maioria, incluindo a escola de Donovan, não oferece aulas de programação. Partovi diz que esse é o maior obstáculo para o progresso.

Os tablets são um veículo natural para o aprendizado mesmo para crianças que ainda não leem. Esses dispositivos não exigem que as crianças aprendam a usar o mouse e o teclado, o que pode ser complicado. Crianças pequenas facilmente absorvem as lições de jogos de programação como “Lightbot”, diz Gretchen LeGrande, que preside a Code in the Schools (Codificação nas Escolas, em tradução livre), um grupo sem fins lucrativos focado em meninas e minorias.

Todo mundo que entrevistei observou que a melhor forma de atingir crianças era incentivá-las a criar jogos ou transformar os exercícios de aprendizado em uma forma de brincadeira.

LeGrande ensina a crianças conceitos de código binário usando apenas um conjunto modificado de cartas. O grupo de crianças registradas na linguagem Scratch trocam animações, códigos e histórias em um gigantesco bazar on-line de brincadeiras criativas. Jogos baseados em livros populares para crianças são comuns.

Enquanto isso, Donovan não tem ideia que ele é a personificação de uma mudança profunda na forma de educar as crianças. Ele está muito ocupado aprendendo design, direção de arte e até vendas. É que “Gunman Taco Truck” já tem uma linha de camisetas.

 

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